Eleições: Diferença entre Pesquisa Eleitorais Tradicionais vs Gestão de Campanha Eleitoral
- Vasconcelos Reis Wakim
- há 3 dias
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Atualmente, o país vive uma grande polarização eleitoral. Essa polarização política, perceptível nos últimos quase 10 anos, reflete-se também no período eleitoral.
Em qualquer processo eleitoral no Brasil, é muito comum a divulgação, nas grandes mídias, sejam televisivas ou não, de informações sobre intenção de votos, demonstrando o quanto um candidato específico a determinado cargo público possui afinidade com o eleitorado.
Da mesma forma, também são divulgadas informações sobre a rejeição de determinados candidatos. Essas pesquisas apresentam apenas o percentual de rejeição dos candidatos A ou B, sem trazer inovações nas informações.

Essas informações são utilizadas pelos agentes participantes do processo eleitoral para a tomada de decisões em suas campanhas, com o objetivo de gerir e adaptar as estratégias para alcançar um melhor resultado nas urnas.
Normalmente, as pesquisas eleitorais amplamente divulgadas e discutidas pela sociedade e pelos analistas políticos no país baseiam-se exclusivamente no percentual de indivíduos que manifestam o desejo de votar em um candidato, seja ele de esquerda, direita ou do chamado centro.
No entanto, atualmente, muito se tem questionado sobre as práticas adotadas pelas empresas tradicionais de pesquisa eleitoral no país, pois nem sempre os resultados apresentados à sociedade refletem o que é apurado nas urnas. Muitas vezes, há uma grande discrepância entre os dados divulgados previamente e os resultados reais.
Por sua vez, quando falamos de Gestão de Campanhas Eleitorais (GCE), estamos abordando as pesquisas eleitorais sob uma nova ótica, pois estamos implementando um processo de gestão interna nos comitês partidários, acrescentando novas informações que podem orientar novos direcionamentos nas campanhas eleitorais, sejam elas municipais, estaduais ou federais.
A GCE, além das informações tradicionais abordadas pelas pesquisas atuais como intenção e rejeição de votos , insere, neste contexto, a informação de PROBABILIDADE.
A probabilidade, na GCE, tem a capacidade de dizer, por meio dos dados coletados junto aos eleitores, qual a probabilidade de determinados nichos específicos da sociedade estarem dispostos a votar em um candidato.
Ou seja, podemos gerar, por exemplo, a probabilidade de uma MULHER, CASADA, COM NÍVEL SUPERIOR votar ou não em determinado candidato.
Com essa informação, tornamos a gestão das campanhas eleitorais mais dinâmicas e atentas às diversas características dos eleitores no país. Dessa forma, os gestores das campanhas conseguem adaptar suas estratégias para melhorar o alcance a determinados nichos eleitorais, com o objetivo de tentar reverter possíveis resultados nas urnas, buscando maximizar os resultados a serem apurados.
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